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14.8.24

Abril, Cravos Mil - Crítica / Review (2)

A antologia Abril, Cravos Mil continua a receber críticas nos primeiros meses do lançamento. Foi agora a vez de Luís Bernardino lançar a sua análise no portal CentralComics.com…

Luís Bernardino, in CentralComics:
“Por vezes, descobrimos pequenas pérolas culturais quase por acaso. Foi o caso da antologia Abril, Cravos Mil – Histórias de Liberdade, editado pela Câmara Municipal do Montijo com a colaboração do grupo TágIIde, um grupo informal de autores de banda desenhada criado em 2024 e que herdou os ideais do coletivo Tágide, que esteve ativo entre 2019 e 2023.
Para além de permitir a atividade de autores de BD e a divulgação da mensagem sociocultural, esta antologia de oito curtas BDs, permite lançar pistas aos mais novos para que descubram o porquê de tão importante data. Se há coisa que recordo do 25 de Abril de 1974, é a forma como a cultura, através de todas as suas facetas e expressões, tentou que um país quase analfabeto tomasse conhecimento de uma realidade que tinha sido cuidadosamente e propositadamente escondida.
A BD era uma das formas mais fácil de passar mensagens e das que despertava mais curiosidade. Esta antologia fez-me voltar 50 anos atrás, e recordar a importância da descoberta de toda essa sociedade desconhecida.

Um dos problemas das antologias e das obras coletivas, é que por vezes o pequeno número de páginas de cada história não permite desenvolver as ideias, e no final a obra parece mais uma manta de retalhos que uma obra acabada. Não é este o caso. A coordenação editorial do Daniel Maia foi muito boa e o resultado final merece ser saudado, tocando em vários pontos ligados à Revolução sem criar grandes quebras.
Os estilos de cada autor são diferentes, o trabalho gráfico é variado, as temáticas também, mas a obra no seu todo é homogénea e lê-se numa continuidade muito agradável. Os autores presentes são: Jorge RoD! Rodrigues, José Macedo Bandeira, Mário André, Patrícia Costa, António Coelho, Maria João Claré, Yves Darbos e Daniel Maia.

(...)

Livro em capa mole com boa encadernação, com páginas em papel baço de boa qualidade e com boa impressão. Um tamanho adequado para um livro de divulgação. Excelente capa de Susana Resende. Bom preço para o livro em causa.
25 de Abril sempre! Foi uma das frases que mais se ouviu nestas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. Fundamental para que não se esqueça a frágil liberdade conquistada nesse dia. E são projetos como este que mantêm essa chama acesa. É em nome desse direito fundamental que iniciativas como esta têm de ser acarinhadas, para que nós, os nossos filhos e os nossos netos, possamos continuar a criar, sem medo de represálias. “


The anthology April, Carnation Showers
continues to receive reviews in the first few months after its release. Now, Luís Bernardino has shared his analysis in CentralComics.com...

Luís Bernandino, in CentralComics:
“Sometimes we discover little cultural gems almost by chance. This was the case of the anthology Abril, Cravos Mil – Histórias de Liberdade, published by Montijo Township with the collaboration of the TágIIde group, an informal group of comic book authors created in 2024 and which inherited the ideals of the Tágide collective, which was active between 2019 and 2023.
In addition to allowing the activity of comics authors and the dissemination of the sociocultural message, this anthology of eight short comic books provides clues for young people to discover the reason for such an important date. If there is one thing I remember from [the Revolution of] April 25, 1974, it is the way in which culture, through all its facets and expressions, tried to make an almost illiterate country aware of a reality that had been carefully and purposefully hidden. Comics were one of the easiest ways to convey messages and the ones that aroused the most curiosity. This anthology made me go back 50 years, and remember the importance of discovering this entire unknown society.

One of the problems with anthologies and collective works is that sometimes the small number of pages in each story does not allow the ideas to be developed, and in the end the work looks more like a patchwork quilt than a finished work. This is not the case. Daniel Maia's editorial coordination was very good and the final result deserves to be welcomed, touching on several points linked to the Revolution without creating major gaps.
The styles of each author are different, the graphic work is varied, the themes too, but the work as a whole is homogeneous and reads in a very pleasant continuity. The present authors are: Jorge RoD! Rodrigues, José Macedo Bandeira, Mário André, Patrícia Costa, António Coelho, Maria João Claré, Yves Darbos and Daniel Maia.

(...)

Softcover book with good binding, with good quality matte paper pages and good printing. An appropriate size for a popular book. Excellent cover by Susana Resende. Good price for the book in question.
April 25th always! It was one of the phrases that was most heard during these celebrations of the 50th anniversary of the 25th of April. Essential so that you don't forget the fragile freedom achieved that day. And it's projects like this that keep that flame burning. It is in the name of this fundamental right that initiatives like this need to be cherished, so that we, our children and our grandchildren, can continue creating, without fear of reprisals.”

24.7.24

Abril, Cravos Mil – Crítica (1)

A antologia Abril, Cravos Mil recebeu as primeiras críticas literárias, respectivamente pelo bookstagrammer Urbon Adamsson e pela revista JuveBêDê. Partilho de seguida as respectivas análises.

Urbon Adamson, in GoodReads:
“Um pedaço de história. Elaborar histórias para antologias revela-se bastante exigente. Quando confinados a apenas 4 ou 6 páginas, há pouco espaço para exploração narrativa. A precisão torna-se fundamental.
Embora muitas entradas consigam evocar a essência do 25 de Abril no papel, nenhuma me deixou surpreendido verdadeiramente. No entanto, a Câmara Municipal do Montijo merece elogios pela iniciativa de comemorar os 50 anos de democracia em Portugal. Neste sentido o seu valor transcende a mera satisfação artística.”

Associação Juvemedia, in JuveBêDê:
“O que as antologias de Banda Desenhada têm de bom é que têm histórias curtas e para todos os gostos. E a diversidade de estilos, tanto na narrativa como no desenho é o que dá valor a uma obra como esta. Foram vários os livros editados e reeditados por ocasião dos 50 anos do 25 de Abril e na BD também não foi excepção.
Recentemente lemos este Abril, Cravos Mil - Histórias de Liberdade, uma antologia criada para a Câmara Municipal de Montijo e integrada nas festividades da cidade do quinquagésimo aniversário do 25 de Abril de 1974. A edição marcou a estreia do novo grupo autoral TágIIde. Os autores são Jorge ‘RoD!’ Rodrigues (Cruzada Negra), José Macedo Bandeira (Aurora Boreal em Reflexos Partilhados), Mário André (Quaresma, o Decifrador), Patrícia Costa (Crónicas de Enerelis), António Coelho (Capitão Morsa e seus Amigos), Maria João Claré (BD Montijo: Antologia I) e Yves Darbos (BD Montijo: Antologia I), mais os artistas convidados Daniel Maia (CoBrA: Operação Goa) e Susana Resende (capa/contracapa).

Em Abril, Cravos Mil – Histórias de Liberdade, encontramos oito BDs de
variadas abordagens, umas mais descritivas, outras mais imaginativas, umas mais bem dispostas e outras mais dramáticas. A verdade é que todas elas se baseiam nos momentos-chave da revolução, mas casa autor apresenta a sua visão pessoal, que vão do mais histórico e factual ao mais partidário. Como são histórias curtas, o livro lê-se num instante e desengane-se quem acha que já sabe tudo sobre o 25 de Abril, porque acaba sempre por se aprender mais algum pormenor.”



The anthology April, Carnation Showers received its first literary reviews, respectively from the bookstagrammer Urbon Adamsson and by magazine JuveBêDê. Here are their critiques.

Urbon Adamson, in GoodReads:
“A piece of history. Crafting stories for anthologies proves to be quite demanding. When confined to just 4 or 6 pages, there's little room for narrative exploration. Precision becomes paramount.
Though many entries succeed in evoking the essence of the 25th of April on paper, none truly left me astounded. Nonetheless, Montijo's City Hall deserves commendation for its initiative in commemorating 50 years of democracy in Portugal. In this regard, its value transcends mere artistic satisfaction.”

Juvemedia Association, in JuveBêDê:
“The cool thing about comics anthologies is that they have short stories for all tastes. And the diversity of styles, both in the narrative and in the drawing, is what gives value to a work like this. There were several books published and re-released on the occasion of the 50th anniversary of the 25th of April and comics was no exception either.
This April we recently read April, Carnations Showers – Stories of Freedom, an anthology created for Montijo City Council and integrated into the city's festivities for the fiftieth anniversary of April 25, 1974. The edition marked the debut of the new author group TágIIde. The authors are Jorge 'RoD' Rodrigues (Cruzada Negra), José Macedo Bandeira (Aurora Boreal em Reflexos Partilhados), Mário André (Quaresma, o Decifrador), Patrícia Costa (Crónicas de Enerelis), António Coelho (Capitão Morsa e seus Amigos), Maria João Claré (BD Montijo: Antologia I) e Yves Darbos (BD Montijo: Antologia I), plus guest artists Daniel Maia (CoBrA: Operação Goa) and Susana Resende (cover illustration/back cover).

In
April, Carnations Showers – Stories of Freedom, we found eight comics with varied approaches, some more descriptive, others more imaginative, some better laid out and others more dramatic. The truth is that they are all based on the key moments of the revolution, but each author presents his personal vision, ranging from the most historical and factual to the most partisan. As they are short stories, the book is read quickly and anyone who thinks they already know everything about the 25th of April is mistaken, because they always end up learning some more detail.”

26.12.22

Aurora Boreal em Reflexos Partilhados: Críticas / Reviews

A antologia Aurora Boreal em Reflexos Partilhados, coeditada por Kafre, do escritor José de Matos-Cruz, e por Arga Warga, do autor Daniel Maia, com trabalhos destes e de Fernando Vilhena de Mendonça, João Raz, José Bandeira, Nuno Dias, Renato Abreu, do mestre José Ruy, e meus, mereceu uma crítica de Hugo Pinto, no blogue Vinheta2020. Aqui fica parte da análise:

“Devo admitir que o alcance das histórias deste livro me surpreendeu (...) pois não conhecia todo o envolvimento em torno da personagem de Aurora Boreal. E talvez por esse motivo, fiquei quase atordoado com toda a viagem onírica que esta personagem transporta consigo e que está bem patente nas várias histórias que constituem esta antologia.

Dito por outras palavras, se esperam encontrar uma leitura simples e leve, como é, muitas vezes, apanágio das antologias de banda desenhada, Aurora Boreal em Reflexos Partilhados não será para vós. Por outro lado, se apreciam poesia, questões do metafísico e banda desenhada… é bem provável que devam conhecer esta antologia.

A personagem que dá mote a estas histórias foi criada em 2012 por José de Matos-Cruz e apareceu na sua trilogia de livros dedicados a O Infante Portugal. É uma figura feminina e sensual, carregada de elementos cósmicos, que a fazem parecer uma deusa do imaginário.
Não diria que exista nestas histórias uma linha narrativa que nos conte uma história concreta à volta da personagem. Ao invés, vão-nos sendo dado abordagens diferentes que colocam Aurora Boreal em variadas situações. Mas há sempre um toque de fantástico, de exótico e de transcendente nestas histórias.

Em muitos casos – não há como não – o leitor acaba por se perder na própria premissa, já que a mesma é demasiado lata e abstrata. No entanto, por vezes também sabe bem deixarmo-nos levar por narrativas mais psicadélicas. É o caso.
O estilo de ilustração que aqui podemos encontrar é expetavelmente muito variado, dada a quantidade de autores que participam na antologia. Destacam-se o belo estilo de sketch a carvão de Susana Resende, o estilo realista de Daniel Maia, o estilo mais clássico de José Ruy, ou a abordagem mais estilizada e abstrata de Renato Abreu.
Como história, propriamente dita, fiquei agradavelmente surpreendido com “Aurora Boreal e o Reverso do Universo,” com desenho de José Macedo Bandeira, que nos dá um belo conto ambientado na temática de Fernando Pessoa.

Já quanto aos desenhos, enquanto confesso fã das ilustrações de Daniel Maia, posso dizer que as mesmas não desiludem e que revelam como o autor é virtuoso na execução de belos desenhos. Além disso, também tem a capacidade para ilustrar vários tipos de ambientes e histórias diferentes, o que revela que é um autor com um potencial enorme, ainda por explorar.

Em termos de edição, tendo em conta que é independente, parece-me que o trabalho é bastante decente. Este livro a preto e branco tem capa mole e um papel brilhante que me parece adequado. (…) Em suma, Aurora Boreal em Reflexos Partilhados, pelo universo alegórico-fantástico que traz consigo, é uma antologia bastante original na sua génese. Nem sempre de fácil de leitura, relembro, mas audaz nos intuitos de significados profundos que procura atingir.”

Muito obrigada pela crítica sincera!



The anthology Aurora Boreal in Shared Reflections, co-published by Kafre, of writer José de Matos-Cruz, and by Arga Warga, of author Daniel Maia, with works by them and Fernando Vilhena de Mendonça, João Raz, José Bandeira, Nuno Dias, Renato Abreu, by master José Ruy, and mine, was reviewed by Hugo Pinto, on Vinheta2020 blog. Here is part of the analysis:

“I must admit that the scope of the stories in this book surprised me (...) because I didn't know all the involvement around the character of Aurora Boreal. And maybe for that reason, I was almost stunned by the dreamlike journey that this character carries with her and that is very clear in the various stories that make up this anthology.
In other words, if you expect to find a simple and light reading, as is often the hallmark of comic book anthologies, Aurora Boreal in Shared Reflections will not be for you. On the other hand, if you appreciate poetry, metaphysical issues and comics... it is very likely that you should know this anthology.

The character that sets these stories in motion was created in 2012 by José de Matos-Cruz and appeared in his trilogy of books dedicated to O Infante Portugal. She is a feminine and sensual figure, full of cosmic elements, which make her seem like a goddess of the imaginary.
I wouldn't say that there is a narrative line in these stories that tells us a concrete story around the character. Instead, we are given different approaches that place Aurora Borealis in different situations. But there is always a touch of the fantastic, the exotic and the transcendent in these stories.

In many cases – there is no way not – the reader ends up getting lost in the premise itself, as it is too broad and abstract. However, sometimes it also feels good to let yourself be carried away by more psychedelic narratives. It is the case.
The illustration style that we can find here is expected to be very varied, given the number of authors participating in the anthology. The beautiful charcoal sketch style of Susana Resende, the realistic style of Daniel Maia, the more classic style of José Ruy, or the more stylized and abstract approach of Renato Abreu stand out.
As for the story itself, I was pleasantly surprised by “Aurora Boreal e o Reverso do Universo,” with a drawing by José Macedo Bandeira, which gives us a beautiful tale set on the theme of Fernando Pessoa.

As for the drawings, while I confess to being a fan of Daniel Maia's illustrations, I can say that they do not disappoint and that they reveal how the author is virtuous in the execution of beautiful drawings. In addition, he also has the ability to illustrate many different types of environments and stories, which reveals that he is an author with enormous potential, yet to be explored.

In terms of editing, taking into account that it is independent, it seems to me that the work is quite decent. This black and white book has a soft cover and a glossy paper that I think is suitable. (…) In short, Aurora Boreal em Reflexos Partilhados, due to the allegorical-fantastic universe it brings with it, is a very original anthology in its genesis. Not always easy to read, I remind you, but bold in the intentions of deep meanings that it seeks to achieve.”

Thanks so much for the honest review!

14.8.22

Aurora Boreal em Reflexos Partilhados: Críticas / Reviews

A antologia Aurora Boreal em Reflexos Partilhados, por José de Matos-Cruz, cuja capa e grafismo do livro eu criei, que com esta adaptação para BD conclui a saga editada em trilogia seriada (2018-2020) pela Apenas Livros, reuniu uma dúzia de BDs curtas por um conjunto variado de artistas: Daniel Maia, Fernando Vilhena de Mendonça, João Raz, José Bandeira, José Ruy, Nuno Dias, Renato Abreu e eu.
A edição teve recentemente uma breve resenha no site BandasDesenhadas
, e destaque no canal Doc Doc TV: “Estas bandas desenhadas curtas dedicadas à Aurora Boreal, realizadas a diversas mãos, apresentam registos muito díspares. Contudo, é uma leitura que vale a pena realizar!”

The anthology Aurora Boreal in Shared Reflections, by José de Matos-Cruz, which cover art and book design I created, and that with this adaptation to comics concludes the saga published in a serialized trilogy (2018-2020) by Apenas Livros, gathered a dozen short comics by a varied group of artists: Daniel Maia, Fernando Vilhena de Mendonça, João Raz, José Bandeira, José Ruy, Nuno Dias, Renato Abreu and me.
The edition recently had a short review on BandasDesenhadas
website, and spotlight on Doc Doc TV channel: “These short comic dedicated to Aurora Boreal, made by different people, present very different approaches. However, it is a read worth doing!”

12.6.22

Arautos da 9ª Arte - Entrevista / Interview

O canal de YouTube Mind the Comics promove desde o ano passado o programa “Arautos da 9ª Arte,” onde colecionadores de banda desenhada convidam autores para uma conversa sobre projectos recentes. O canal é dirigido por Gustavo Carreira e tem a participação regular de Diogo Campos, Hugo Teixeira, Paulo Costa e Véte.
Há duas semanas, no programa #11,
fui convidada, com o escritor Marco Calhorda e desenhador Daniel Maia, a falar sobre o novo álbum CoBrA: Operação Goa (Ala dos Livros), no qual contribuí com a coloração da sobrecapa.

The YouTube channel Mind the Comics has promoted since last year the program “Arautos da 9ª Arte / 9th Art Heralds”, where comic book collectors invite authors to talk about recent projects. The channel is directed by Gustavo Carreira and has regular participation by Diogo Campos, Hugo Teixeira, Paulo Costa and Véte.
Two weeks ago, on program #11,
I was invited, with writer Marco Calhorda and artist Daniel Maia, to talk about the new graphic novel CoBrA: Operação Goa (Ala dos Livros), in which I contributed the dust jacket coloring.

24.4.22

CoBrA: Operações Goa - Críticas / Reviews

O álbum CoBrA: Operação Goa, de Daniel Maia (des.) e Marco Calhorda (arg.), no qual assinei as cores da ilustração de sobrecapa, vai ter lançamento virtual no dia 25 de Abril, através de uma entrevista no canal de Youtube Live de Quadrinhos. No entanto, já começou a receber algumas críticas especializadas: após as reacções iniciais e breves dos canais OtakuPT e DocDocTV, surgem as críticas mais aprofundadas no blog Vinheta2020 e Jornal de Notícias.
Pela minha parte, apesar do pequeno contributo que fiz – e mais um outro, que é surpresa para já! – é agradável ver toda esta reacção positiva à edição. Parabéns aos autores e à editora, Ala dos Livros!

 

The graphic novel CoBrA: Operação Goa, by Daniel Maia (des.) and Marco Calhorda (arg.), in which I did the colors of the dust jacket illustration, will have a virtual release on April 25th, in an interview on the Youtube channel Live de Quadrinhos. However, it has already started to receive some specialized reviews: after the initial and brief reactions from the OtakuPT and DocDocTV channels, more in-depth reviews come from the blog Vinheta2020 and national newspaper Jornal de Notícias.
For my part, despite the small contribution I made – and another one, which is a surprise for now! – it's nice to see all this positive reaction to the issue. Congratulations to the authors and the publisher, Ala dos Livros!

31.1.22

Outras Bandas 2021: Críticas / Reviews

Durante 2021, o colectivo Tágide publicou três novos números do fanzine antológico Outras Bandas, em Fevereiro (#4), Agosto (#5) e Outubro (#6). Por enquanto, o título ainda só foi considerado para prémios pelo site BandasDesenhadas, com uma nomeação para Melhor Antologia e Melhor BD Curta em Antologia, para a minha banda desenhada “Menino Perdido,” o que nos deixa muito satisfeitos por a edição ter encontrado o seu público e a promover os trabalhos dos vários membros do grupo informal.
Hoje partilho as breves apreciações que aquele portal tem feito ao números recentes, sobre o número 4 e sobre os nºs 5 e 6.



During 2021, the collective Tágide published three new issues of their anthological fanzine Outras Bandas/Other Strips, in February (#4), August (#5) and October (#6). For now, the title has only been considered for awards by BandasDesenhadas website, with a nomination for Best Anthology and Best Short Comic in Anthology, for my story “Menino Perdido/Lost Boy”, which makes us very happy that the edition has found its audience and helps promote the various members of the informal group’s works.
Today I share the brief reviews the website has made regarding the recent issues, for #4 and for #5 and 6.

 

13.12.21

Nomeação no 18º Troféus Central Comics | Nominations in 18th Central Comics Trophies

O 18º Troféus Central Comics está agora a decorrer. Estes prémios ao sector português da banda desenhada e cartoon, que se realizam desde 2002, são os únicos onde é o público leitor que determina os nomeados e vencedores, através de voto online, sem registo e em absoluto sigilo. Fui nomeada pela primeira vez no TCC em 2014, pela primeira BD que fiz (in Zona Nippon 2), onde inesperadamente fiquei em 2º lugar, atrás apenas da dupla de profissionais André Oliveira e Jorge Coelho, mas venci em 2018 o prémio para Melhor Obra Curta, em parceria com José de Matos-Cruz e Daniel Maia.

 

Este ano, o fanzine Outras Bandas, que produzo e assino para o col. Tágide, e que no ano passado editou os #2 (Fev.) e #3 (Nov.), está candidato a Melhor Publicação Independente. Parabéns aos colegas do Tágide pelo esforço que levou a esta 2a nomeação do Outras Bandas, e parabéns também aos restantes nomeados. Obrigada aos leitores que votaram em nós!

A votação está em curso até dia 18 (Sáb.), no portal CentralComics.


The 18th Central Comics Trophies is now underway. These awards to the Portuguese comic and cartoon sector, which have been held since 2002, are the only ones where the readership determines the nominees and winners, through online voting, without registration and in absolute secrecy. I was nominated for the first time at TCC in 2014, for the first comic I made (in Zona Nippon 2), where I unexpectedly took 2nd place, behind only the professional duo André Oliveira and Jorge Coelho, but I won in 2018 the award for Best Work Short, in partnership with José de Matos-Cruz and Daniel Maia.

This year, the fanzine Outros Bandas, which I produce and subscribe to for col. Tágide, who last year edited #2 (Feb.) and #3 (Nov.), is nominated for Best Independent Publication. Congratulations to Tágide's colleagues for the effort that led to this 2nd nomination by Outros Bandas, and congratulations also to the other nominees. Thanks to the readers who voted for us!

Voting is ongoing until the 18th (Sat.), on the CentralComics portal.

8.3.21

Análise / Review - The Red Mother

No mês passado, contribuí para o blogue Tágide com a minha primeira crítica literária de sempre, sobre a série de BD The Red Mother, por Jeremy Haun & Danny Luckert, publicada pela editora BOOM! Studios. Podem ler AQUI.

A revista foi-me sugerida por uma aluna numa recente formação e precisei de a ler para avaliar a apreciação da formanda, e acabei por querer ler até ao final. Embora a série tenha sido concluída no início de 2021 e haja dois (de três) compilações no mercado, todos os números estão disponíveis via Comixology, o que me tornou o acesso à leitura mais imediata.

No geral, achei-a uma boa obra de BD, que só perde ritmo na conclusão da história. Embora seja algo genérica em termos de canônes do género, para os fãs de Horror e Fantasia como eu, que em especial tenham os filmes Rosemary's Baby e Suspiria entre os favoritos, e que gostem do mistério de histórias creepy-pasta, isso é pouco grave. De resto, a arte compensa bastante as insuficiências do argumento, utilizando bem todos os recursos narrativos inerentes ao formato.


Em
The Red Mother, conhecemos a protagonista Daisy McDonough, que perde o namorado e um olho num assalto brutal e que, enquanto tenta recuperar a sua vida e receber apoio psicológico, começa a ver estranhas visões com o seu olho prostético. Nessas visões encontra a entidade ancestral The Red Mother, que quer atravessar para o nosso mundo...
Dou-lhe 7 em 10.